Se receber um elogio genuíno costuma gerar desconforto, desvio de assunto ou uma explicação imediata de por que “não foi tão difícil assim”, isso pode ser um sinal claro de síndrome da impostora em ação — um padrão mais comum do que se imagina, especialmente entre mulheres com trajetórias profissionais sólidas.
Por que o cérebro rejeita informações positivas sobre si mesma
A resposta direta: quando a autoimagem interna está desalinhada com o reconhecimento externo recebido, o cérebro tende a rejeitar a informação positiva por parecer incongruente com a crença interna, um mecanismo psicológico conhecido como dissonância cognitiva.
O padrão de desviar ou minimizar elogios
Respostas automáticas como “foi sorte”, “qualquer um teria feito o mesmo” ou mudar rapidamente de assunto após um elogio são formas comuns de desviar o reconhecimento, evitando ter que integrar essa informação positiva à autoimagem.
O custo real de não conseguir aceitar reconhecimento
A resposta prática: a dificuldade crônica de aceitar elogios não é apenas uma questão de modéstia excessiva — ao longo do tempo, ela reforça a crença de que o sucesso não é merecido, alimentando ainda mais o ciclo da síndrome da impostora.
Como isso afeta relações profissionais
Desviar consistentemente elogios ou reconhecimento no ambiente de trabalho pode, sem intenção, transmitir a impressão de falta de confiança nas próprias capacidades, afetando como colegas e superiores percebem sua competência real.
Pequenas práticas para começar a mudar esse padrão
Praticar simplesmente dizer “obrigada” sem adicionar justificativas ou desvios, mesmo sentindo desconforto interno, é um primeiro passo prático para começar a treinar o cérebro a tolerar melhor o reconhecimento genuíno recebido.
Uma coisa que aprendi ao criar este espaço é que a dificuldade de aceitar elogios muitas vezes tem raízes antigas, ligadas a mensagens recebidas na infância sobre modéstia excessiva ou sobre o perigo de “parecer convencida” — reconhecer essa origem ajuda a tratar o padrão com mais compreensão, não apenas com autocrítica.
Como praticar a aceitação de elogios no dia a dia
- Responda a elogios com um simples “obrigada”, resistindo ao impulso de justificar ou minimizar
- Anote elogios recebidos ao longo da semana, revisando-os posteriormente como evidência concreta de competência
- Observe o desconforto físico ao receber reconhecimento, sem tentar eliminá-lo imediatamente, apenas reconhecendo que ele existe
- Considere apoio terapêutico se o padrão for muito arraigado e afetar significativamente sua vida profissional
Perguntas frequentes sobre dificuldade em aceitar elogios
Essa dificuldade sempre está ligada à síndrome da impostora?
Não necessariamente sempre, mas é um padrão muito comum entre pessoas que convivem com esse tipo de insegurança profissional persistente, especialmente quando combinado com outros sinais característicos.
É possível mudar esse padrão sem ajuda profissional?
Sim, para casos mais leves, práticas conscientes de auto-observação e treino gradual de aceitação podem trazer melhora, embora casos mais arraigados se beneficiem de apoio terapêutico especializado.
Aceitar elogios pode fazer a pessoa parecer arrogante?
Não, existe uma diferença clara entre aceitar reconhecimento com humildade genuína e ostentação excessiva — simplesmente agradecer um elogio sinceramente não costuma ser interpretado como arrogância pelos outros.
Esse padrão tende a piorar ou melhorar com a idade?
Varia muito por pessoa, mas maior autoconhecimento ao longo da vida costuma ajudar a suavizar esse padrão, embora sem trabalho consciente ele possa persistir indefinidamente.
Se você reconhece esse padrão em si mesma, talvez o próximo elogio que receber seja uma boa oportunidade para praticar apenas dizer “obrigada”, sem nenhuma justificativa adicional.
Sobre o Cora Cora News: Um espaço de acolhimento, informação e inspiração criado para mulheres que estão a redescobrir quem são — no corpo, nas emoções e na vida. Gerido por Gracy Mariano, nutricionista formada e especialista em marketing.
Este conteúdo tem caráter informativo e de acolhimento. Nenhuma informação aqui substitui a avaliação do seu médico ou profissional de saúde de confiança. Atualizado em: 22/09/2026

