Um número que passou despercebido por muita gente, mas que merece atenção: entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o número de mulheres investidoras no Brasil cresceu 10,21%, e o montante total investido por elas aumentou 15,21% no mesmo período, segundo dados do Banco do Brasil. É um sinal concreto de mudança, ainda que o caminho para equilíbrio de gênero no mercado financeiro esteja longe de completo.
O que os números mostram, e o que ainda falta
A resposta direta: apesar do crescimento, apenas 31% das mulheres brasileiras investem, contra 41% dos homens, segundo a pesquisa ANBIMA/Datafolha de 2025 — uma diferença que ainda é significativa, mesmo com a trajetória de crescimento recente.
Por que esse crescimento está acontecendo agora
Alguns fatores ajudam a explicar essa mudança: mais conteúdo educativo voltado especificamente para mulheres, maior participação feminina no mercado de trabalho e uma busca crescente por autonomia financeira, especialmente entre mulheres que já são as únicas responsáveis pelo sustento da família — hoje, 34% das mulheres brasileiras estão nessa posição, segundo pesquisa da Serasa com o Instituto Opinion Box.
O que esse crescimento significa na prática
Mais mulheres investindo tende a gerar, a médio prazo, mais produtos financeiros pensados para esse público, mais representatividade em conteúdo educativo sobre o tema, e potencialmente redução do gap de conhecimento financeiro entre homens e mulheres, hoje ainda significativo.
A barreira do conhecimento, não só do dinheiro
Segundo a Serasa, 79% das mulheres brasileiras buscam ampliar seus conhecimentos financeiros — um dado que sugere que a barreira para começar a investir não é apenas falta de recursos, mas também falta de informação acessível e confiável sobre como dar os primeiros passos.
Uma coisa que aprendi ao criar este espaço é que investir costuma parecer um assunto “complicado demais” até a primeira tentativa real — muita mulher adia esse passo por anos, esperando se sentir “pronta o suficiente”, quando na verdade a prática ensina mais do que qualquer teoria isolada.
Primeiros passos para quem quer começar a investir
- Organize as finanças básicas antes de investir: reserva de emergência é prioridade
- Busque conteúdo educativo confiável, de fontes como bancos, corretoras reconhecidas e a própria ANBIMA
- Comece com valores pequenos, se necessário, para ganhar confiança prática antes de investir quantias maiores
- Evite decisões baseadas apenas em dicas de redes sociais sem verificar a fonte e a adequação ao seu perfil
Perguntas frequentes sobre mulheres e investimentos
Por que ainda existe tanta diferença entre homens e mulheres que investem?
Fatores históricos, culturais e de acesso à educação financeira contribuem para essa diferença, embora o cenário venha mudando gradualmente nos últimos anos, como mostram os dados recentes de crescimento.
Preciso ter muito dinheiro para começar a investir?
Não. Muitas opções de investimento no Brasil permitem começar com valores baixos, o que facilita o primeiro passo mesmo para quem está construindo a reserva financeira aos poucos.
Investir é arriscado para quem não entende do assunto?
Existe risco em qualquer investimento, mas buscar educação financeira básica antes de começar, e optar por produtos adequados ao seu perfil e conhecimento, reduz consideravelmente esse risco.
Esse crescimento de mulheres investidoras deve continuar nos próximos anos?
As tendências indicadas pelos dados recentes sugerem continuidade do crescimento, especialmente com o aumento da autonomia financeira feminina e da oferta de conteúdo educativo direcionado a esse público.
Se você ainda não deu o primeiro passo no mundo dos investimentos, esse dado de crescimento pode ser o empurrão que faltava — você não estaria começando sozinha nessa jornada.
Sobre o Cora Cora News: Um espaço de acolhimento, informação e inspiração criado para mulheres que estão a redescobrir quem são — no corpo, nas emoções e na vida. Gerido por Gracy Mariano, nutricionista formada e especialista em marketing.
Este conteúdo tem caráter informativo e de acolhimento. Nenhuma informação aqui substitui a avaliação do seu médico ou profissional de saúde de confiança. Atualizado em: 07/09/2026

