Do nada, um calor sobe pelo peito, pelo pescoço, pelo rosto. O coração acelera um pouco, a pele fica vermelha, às vezes vem suor — e depois, tão rápido quanto chegou, passa. Se isso já aconteceu com você, sem aviso, mesmo em ambientes com ar-condicionado, você não está exagerando: é um fogacho, e ele tem uma explicação bem concreta por trás.
Cerca de 80% das mulheres sentem algum grau de onda de calor no período que antecede a menopausa, segundo estudos recentes — o que torna esse sintoma muito mais comum do que costuma se falar abertamente. Aqui vão 6 pontos para entender por que isso acontece.
1. O estrogênio cai, e ele controlava seu “termostato” interno
O estrogênio atua diretamente no hipotálamo, a região do cérebro responsável por regular a temperatura do corpo. Quando os níveis desse hormônio caem na perimenopausa, esse termostato interno fica instável — e reage de forma exagerada a pequenas variações de temperatura.
2. O corpo reage como se estivesse “superaquecendo”
Ao interpretar erroneamente que o corpo está quente demais, o cérebro dispara uma resposta de resfriamento: dilatação dos vasos sanguíneos da pele (por isso o rosto fica vermelho) e sudorese, para tentar baixar a temperatura que, na real, não estava tão elevada assim.
3. Isso não é “coisa da cabeça”
Apesar de ser desencadeado pelo cérebro, o fogacho é um evento fisiológico real, mensurável, não uma reação emocional ou passageira. Tratá-lo como frescura é um dos motivos pelos quais tantas mulheres demoram a buscar ajuda ou se sentem sem espaço para falar sobre isso.
4. Alguns gatilhos pioram a frequência
Cafeína, álcool, comidas apimentadas, ambientes quentes e momentos de estresse tendem a aumentar a chance de um episódio, porque somam mais uma variação de temperatura ou de sistema nervoso ao termostato já instável.
5. Pode acontecer também à noite, atrapalhando o sono
Quando os fogachos acontecem durante o sono, são chamados de suores noturnos, e costumam interromper o descanso — o que explica por que tanta mulher nessa fase relata cansaço mesmo dormindo “a noite inteira”.
6. Existe tratamento, e mais de um tipo
A terapia hormonal é considerada a mais eficaz quando bem indicada, mas não é a única opção: medidas comportamentais e, mais recentemente, medicamentos não-hormonais desenvolvidos especificamente para esse sintoma têm ampliado as alternativas disponíveis.
Na minha formação em nutrição aprendi que pequenos ajustes na alimentação — reduzir álcool e cafeína, por exemplo — não eliminam os fogachos sozinhos, mas ajudam a diminuir a frequência dos episódios, e isso já muda o dia a dia de muitas mulheres.
Perguntas frequentes sobre fogachos
Todo mundo sente fogacho na menopausa?
Não todo mundo, mas a maioria: estudos apontam que cerca de 80% das mulheres sentem algum grau de onda de calor no período que antecede a menopausa, com intensidade e frequência variando bastante de mulher para mulher.
Fogacho é sinal de que algo está errado?
Não. É uma resposta fisiológica esperada à queda de estrogênio, embora sua intensidade e frequência devam ser conversadas com o médico se estiverem atrapalhando muito a qualidade de vida.
Fogacho tem cura?
Não existe “cura” porque não é uma doença, é um sintoma da transição hormonal, mas ele tende a diminuir com o tempo, e há tratamentos eficazes para controlar sua frequência e intensidade enquanto durar.
Alimentação sozinha resolve os fogachos?
Não sozinha, mas ajusta a frequência dos episódios em muitos casos. Para quem sente os fogachos como um problema significativo, vale conversar com o ginecologista sobre outras opções de tratamento.
Se os fogachos têm feito parte da sua rotina e você nunca parou para entender por que eles acontecem, talvez o primeiro passo hoje seja simplesmente isso: reconhecer que existe uma explicação real por trás, e que você não precisa enfrentar isso sozinha ou em silêncio.
Sobre o Cora Cora News: Um espaço de acolhimento, informação e inspiração criado para mulheres que estão a redescobrir quem são — no corpo, nas emoções e na vida. Gerido por Gracy Mariano, nutricionista formada e especialista em marketing.
Este conteúdo tem caráter informativo e de acolhimento. Nenhuma informação aqui substitui a avaliação do seu médico ou profissional de saúde de confiança. Atualizado em: 02/09/2026

