Dentro do Setembro Amarelo, uma das perguntas mais comuns é: “o que eu faço quando percebo que alguém que amo está sofrendo?” Não existe fórmula mágica, mas existem gestos concretos que fazem diferença real, mesmo sem você ter formação em saúde mental. Aqui vão 6 deles.
1. Escute sem pressa de resolver
O impulso de oferecer soluções rápidas é natural, mas muitas vezes o que a pessoa precisa é apenas ser ouvida sem julgamento, antes de qualquer conselho. Resista à vontade de “consertar” a situação imediatamente.
2. Valide o que ela sente, sem minimizar
Frases como “isso não é motivo para tanto” ou “outras pessoas passam por coisa pior” invalidam o sofrimento, mesmo com boa intenção. Validar não significa concordar com todos os pensamentos da pessoa, mas reconhecer que a dor dela é real para ela.
3. Esteja presente de forma consistente, não só em momentos de crise
Mandar mensagem uma vez e desaparecer não sustenta apoio real. Manter contato regular, mesmo com mensagens simples perguntando como ela está, comunica presença contínua, não só interesse pontual.
4. Ofereça ajuda prática e específica, não genérica
Em vez de “me chama se precisar de algo”, que exige que a pessoa em sofrimento tome a iniciativa, ofereça algo concreto: “posso ir aí sábado” ou “vou te mandar o contato de um psicólogo que conheço”. Ofertas específicas são mais fáceis de aceitar.
5. Conheça recursos de apoio profissional para indicar quando necessário
Ter em mente informações como o CVV (188), disponível 24h, gratuito e sigiloso, permite oferecer um recurso concreto quando a pessoa estiver aberta a buscar apoio adicional além do seu suporte pessoal.
6. Cuide da sua própria saúde emocional enquanto apoia alguém
Apoiar alguém em sofrimento prolongado pode ser desgastante. Buscar apoio para si mesma, seja com outras pessoas de confiança, seja com um profissional, faz parte de um apoio sustentável a longo prazo — você não precisa se esgotar para provar que se importa.
Uma coisa que aprendi ao criar este espaço é que muita gente adia oferecer apoio por medo de “fazer errado” — mas presença imperfeita, com boa intenção genuína, vale muito mais do que ausência por medo de não saber a coisa certa a dizer.
Quando o apoio pessoal não é suficiente
Se a pessoa mencionar pensamentos de morte, desejo explícito de desistir da vida ou apresentar mudanças comportamentais bruscas e preocupantes, é importante buscar ajuda profissional imediata, através do CVV (188) ou de serviços de emergência, além de manter contato próximo com ela.
Perguntas frequentes sobre apoiar alguém em sofrimento
Devo insistir se a pessoa recusar ajuda profissional?
Você pode reafirmar sua preocupação e disponibilidade sem forçar, deixando claro que a oferta continua de pé para quando ela estiver pronta, sem impor a decisão sobre buscar ajuda.
Como saber se estou apoiando demais e me esgotando no processo?
Sinais como exaustão emocional constante, dificuldade de pensar em outra coisa, ou negligência da própria vida indicam que pode ser hora de buscar apoio para si mesma também, incluindo terapia se necessário.
Perguntar diretamente sobre pensamentos suicidas pode piorar a situação?
Não. Estudos mostram que perguntar de forma direta e acolhedora não aumenta o risco — pelo contrário, costuma trazer alívio para quem está sofrendo, por sentir que pode falar sobre isso abertamente.
O que fazer se a pessoa pedir segredo sobre o que está sentindo?
Em situações de risco real, priorizar a segurança da pessoa é mais importante do que manter sigilo absoluto — buscar ajuda profissional, mesmo contra a vontade inicial dela, pode ser necessário em casos graves.
Se você está pensando em alguém específico agora, esse pode ser o momento certo para mandar aquela mensagem que você tem adiado.
Sobre o Cora Cora News: Um espaço de acolhimento, informação e inspiração criado para mulheres que estão a redescobrir quem são — no corpo, nas emoções e na vida. Gerido por Gracy Mariano, nutricionista formada e especialista em marketing.
Este conteúdo tem caráter informativo e de acolhimento. Nenhuma informação aqui substitui a avaliação do seu médico ou profissional de saúde de confiança. Se você está em sofrimento, ligue gratuitamente para o CVV: 188. Atualizado em: 12/09/2026

